Texto de Raul Proença

“Mais além, vê-se num outeiro a igreja de Montemor, acima e à esquerda da qual se distingue o monte do Mosqueiro (alt. 356 m.), com seu sinal trigonométrico.
No ponto em que se ergue o marco geodésico, a vista é ainda maior e mais bela que no adro da ermida. Ao N. sucedem-se as povoações, as várzeas, os hortedos, e marcam-se distintamente Ardemoninha, Murteira, Sete Casas, A-dos-Guerreiros, Tojalinho, Botica, Loures, Frielas, Zambujal, Santo Antão do Tojal… A O. a vista magnífica da serra de Sintra, sempre estranhamente recortada, e para o S. e para E. o alto da Amoreira, serra da Quinta, estradas de Lisboa, Loures, Caneças, o Tejo, e, para além do rio, as serranias da Arrábida e Palmela.” 
 
     Raul Proença, Guia de Portugal, Fundação Calouste Gulbenkian.

 
 
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